Em Zohan – O Agente Bom de Corte, uma comédia dos roteiristas Adam Sandler, Robert Smigel e Judd Apatow, Sandler protagoniza como Zohan, um agente do alto comando militar de Israel que finge sua própria morte para realizar seu grande sonho: virar cabeleireiro em Nova York.

Apesar de ele querer deixar para o passado sua vida de contra-terrorista, rapidamente descobre que não é tão fácil assim escapar das suas raízes. Enquanto velhos e novos inimigos tentam destruí-lo, todos vão acabar aprendendo uma mesma lição: ninguém deve se meter com Zohan.

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SOBRE A PRODUÇÃO

A idéia de criar Zohan, um ótimo soldado israelense que abandona o jogo do contra-terrorismo para ir atrás de seu sonho de ser cabeleireiro, surgiu para Adam Sandler muitos anos atrás e, imediatamente, ele viu a melhor maneira de desenvolver o personagem em roteiro. Ele poderia trabalhar com dois bons amigos: o colega do programa humorístico de TV “Saturday Night Live” (e escritor geral do talk-show de Conan O’Brien e criador dos programas Triumph the Insult Comic Dog e “TV Funhouse”) Robert Smigel, e aquele com quem um dia ele compartilhou residência (e agora é um peso pesado da comédia) Judd Apatow.

'Zohan – O Agente Bom de Corte' representa um terreno familiar para os escritores. “Meu interesse em escrever sobre os israelenses começou em ‘Saturday Night Live’”, diz Smigel, que foi escritor de esquetes do programa durante muitos anos. “Por incrível que pareça, o primeiro esquete que Adam fez foi ‘The Sabra Shopping Network’, que escrevi sobre os israelenses”.

'Zohan – O Agente Bom de Corte' também representa as raízes de Sandler – interpretando um personagem original e irreverente, como ele fez no “SNL” e no começo de sua carreira no cinema. “O público de Adam se acostumou a vê-lo interpretar personagens parecidos com ele”, acrescenta Smigel. “Mas apesar de Zohan conseguir fazer abdominais, ainda assim é um cara pateta e vulnerável como Adam”.

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Segundo o diretor Dennis Dugan, Zohan – O Agente Bom de Corte (You Don’t Mess) contrapõe Zohan com um oposto igualmente sem limites e da mesma forma impressionante, que vem a ser um terrorista: Fantasma, interpretado por John Turturro. “Ali e Frazier, Celtics e Lakers, Yankees e Boston, Zohan e Fantasma”, afirma Dugan. “A mais feroz rivalidade”.

Apesar de sua base ser um dos problemas mais preocupantes no cenário mundial, o objetivo principal dos realizadores foi trazer a comédia. Ainda assim, Rob Schneider, um adorado integrante da família Happy Madison que participa do elenco como Salim, um taxista palestino, diz que é possível que a comédia seja o único caminho de se abordar um problema difícil de ser discutido. “A comédia une as pessoas”, afirma. “Zohan é ridículo – tão ridículo que, espero, todo mundo relaxe e se divirta”.

O filme também apresenta uma série de aparições hilárias de amigos novos e antigos. Dave Matthews – que empresta o nome a sua banda – e Kevin James se unem novamente a Sandler depois de, respectivamente, fazerem uma pequena participação e um papel de destaque em Eu os Declaro Marido e... Larry (I Now Pronounce You Chuck & Larry). Michael Buffer, o locutor de Prontos para Detonar (Let’s Get Ready to Rumble) aparece como personagem do filme. E Mariah Carey, artista campeã em venda de discos de todos os tempos, que no começo do ano fez história ao se tornar a artista solo com o maior número de singles #1, aparece interpretando ela mesma (e ídolo tanto de israelense quanto dos árabes). A música “I’ll Be Lovin’ U Long Time”, terceiro single de seu disco “E=MC2”, também está no filme.

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Mas as participações especiais não param por aí. Entre outras surpresas, o filme também conta com Kevin Nealon, John McEnroe, Charlotte Rae, que foi a senhora Garrett em ‘The Facts of Life’, e o presidente da Academia® Sid Ganis. “Nós podemos até não conseguir indicações para o Oscar® desta vez, simplesmente pelo fato de Sid ter de ser imparcial”, brincou Smigel.

Combinando o sério com o ridículo aparece o diretor Dennis Dugan, que dirigiu Sandler no passado nos hits Um Maluco no Golfe (Happy Gilmore), O Paizão (Big Daddy), e Eu os Declaro Marido e… Larry (I Now Pronounce You Chuck and Larry), bem como o projeto da Happy Madison Os Esquenta Banco (The Benchwarmers), além de muitos outros filmes e programas de televisão.

“Meu trabalho é preparar a bola para que Sandler possa chutá-la”, afirma Dugan. “Nós temos uma sensibilidade parecida. Eu tento captar a visão dele para o filme e trabalho com todos os departamentos para descobrir o melhor caminho para facilitar essa meta. Agora que a gente já fez cinco filmes juntos, sei o que ele quer. É mais fácil saber do que tentar adivinhar”.

“Aos 12 anos, eu não tinha a metade da energia que Dennis Dugan tem hoje”, diz Smigel. “Ele é inacreditável. Ele me contou um segredo que faz sentido: Ele sabe que se mergulhar fundo no trabalho, todo mundo também vai mergulhar com ele. Ele tem de dar exemplo. Além do mais ele me fez rir todos os dias no set. Sei que o salário pode não ser tão bom, mas eu gostaria de um dia vê-lo em um clube de comédia”.

“Eu fui ator durante muito tempo, então, minha teoria é de que quanto mais confortável eu deixar os atores, muitos deles são atores comediantes, mais eu os faço sentirem-se em casa e mais engraçados eles serão”, observa Dugan. “Então, não importa o quanto estou cansado ou por quantas horas estou trabalhando, eu sempre pareço não estar cansado, enlouquecido ou chateado. Dessa maneira, os atores sentem que o set é um lugar bacana onde podem trabalhar, sentirem-se seguros e livres. Tudo que faço está orientado nesse sentido, porque no final das contas vai chegar a hora de você dizer ‘Ação’ e tudo ter que dar certo”.

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A ESCOLHA DO ELENCO DO FILME

Quando Adam Sandler decidiu interpretar o papel de Zohan, ele assumiu um compromisso com o personagem. “Sandler trabalhou muito, muito duro”. Ele treinou com a equipe SEAL das forças armadas durante quatro meses”, contou Smigel. “Levantando pesos, correndo quilômetros, fazendo flexões, sem lanches. Eu nunca o tinha visto tão feliz”.

Sandler também trabalhou seu sotaque israelense. Ele recebeu ajuda da supervisora de roteiro Ronit Ravich-Boss, que veio de Israel. Ela acompanhou Sandler com a pronúncia e utilização de palavras. Além disso, foi uma pessoa crucial com a sua ajuda. “Às vezes, Adam perguntava à Ronit se ela conhecia uma palavra em hebreu para algo”, conta Dugan. “Se era uma palavra que soava engraçado para nós, Adam aproveitava e usava”.

Outro consultor de Sandler foi Eytan Ben-David, que – um caso da vida imitando a arte – é um ex-soldado das Forças Armadas de Israel que agora trabalha num salão de cabeleireiros de Los Angeles. Ben-David se encontrou com Sandler e lhe ofereceu dicas de como atuar como cabeleireiro, como segurar a tesoura e o linguajar de um cabeleireiro.

Com isso, dar vida a Zohan não se limitava a aprender apenas sobre sprays e condicionadores. Sandler também entrou numa forma fantástica para interpretar o agente contra-terrorista. Outro consultor importante de Sandler foi o coordenador de dublês Scott Rogers, veterano de Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2) e 3 e de Super Escola de Heróis (Sky High). Como explica Dugan, Scott ficaria a cargo de mostrar as extraordinárias habilidades de Zohan. “Nós queríamos fazer com que todas as cenas de dublê parecessem novas e mais originais possíveis”, afirma Dugan. “Não queríamos que os dublês fossem cômicos, no estilo dos dublês de Jackie Chan, mas que parecessem reais, assustadores e os mais aterrorizantes possíveis – e sempre que possível mostrar Zohan executando a tarefa”.

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Smigel diz saber o que realmente atraiu Sandler para o papel. “Eu acho que ele queria fazer este filme enquanto ainda fosse jovem o suficiente para aparecer razoavelmente bem sem camisa”.

Rob Schneider, que desde o princípio tem sido um participante fiel dos filmes de Sandler acrescenta: “Adam realmente fez sua pesquisa, mas achou algo que era bem acessível. Não acredito que qualquer pessoa neste mundo poderia ter interpretado este papel a não ser Adam Sandler. Existe um prazer verdadeiro em sua interpretação – você tem a oportunidade de vê-lo se divertindo muito”.

John Turturro diz: “Fico sempre feliz de ter a chance de trabalhar com Adam e com o pessoal da Happy Madison. Adam faz de tudo para ver as pessoas felizes e que o set seja um lugar legal para se trabalhar. Além disso, é muito bom relaxar e se divertir um pouco”.

Turturro, que no passado contracenou com Sandler em A Herança de Mr. Deeds (Mr. Deeds) e Tratamento de Choque (Anger Management), interpreta o Fantasma. Turturro explica: “O Fantasma é o antagonista de Zohan. Ele me chama de terrorista, mas ele se vê como um lutador pela liberdade para o lado árabe contra Zohan e o lado israelense”.

Depois da grande batalha em que Zohan finge a sua própria morte, Fantasma – que acredita ter finalmente matado seu inimigo – comemora o sucesso… mas como explica Turturro, este não é o final da história de Fantasma. “Zohan está fingindo a sua morte, mas mal sabe ele que Fantasma também possui seus sonhos de parar de lutar. Se Zohan é o James Bond judeu, Fantasma é o Eminem árabe. Ele tem dentes de ouro, sempre usa óculos escuros e é dono de sua própria rede de restaurantes Muchentuchen. Basicamente – e ironicamente para um cara chamado Fantasma – ele está desfrutando a sua fama não somente como lutador pela liberdade, mas também como o homem que pegou Zohan”.

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Para pesquisar seu papel e trabalhar o sotaque, Turturro convidou um amigo. “Eu tive a oportunidade de fazer a leitura e contei com alguns atores árabes para me ajudar com o sotaque. Eu tenho um grande amigo, Tony Shalhoub, cuja família é do Líbano. Ele sempre me mostrou muitas coisas que acontecem naquela parte do mundo que não são vistas com freqüência. Esta pode até ser uma comédia ingênua, mas mesmo assim é uma oportunidade de aprender coisas novas”.

Schneider diz: “Se você está trabalhando com John Turturro, tem que entrar no jogo. Ele é muito imprevisível, um bom comediante de atuação física e um ator maravilhoso – de fato, é um dos poucos que são bons tanto na atuação dramática quanto em comédia”.

Emmanuelle Chriqui, que, recentemente, aumentou sua fama ao reprisar seu papel no hit da HBO “Entourage”, interpreta a personagem Dalia, uma imigrante palestina em Nova York. Ela é dona de salão e oferece a Zohan seu primeiro emprego nos EUA. “Ela dá a ele uma chance apesar de no começo não achar uma boa idéia. Ele acaba ajudando-a e fazendo o seu negócio florescer”.

Chriqui, que tem origem francesa e marroquina, afirma que buscou a influência de sua mãe para interpretar Dalia. “Minha mãe era uma mulher marroquina incrível, de muita personalidade, então, me espelhei naquela energia para fazer uma mulher palestina forte Apesar de o Marrocos ser no norte da África, os costumes são muito semelhantes aos do mundo árabe”.

Apesar de Chriqui ser a única mulher numa equipe repleta de homens no set de Zohan, ela não se intimidou. “Essa é uma situação que já passei várias vezes na vida, a de ser a única mulher no meio de muitos homens”, conta ela. “Mas quando os caras são tão divertidos como Sandler, não é nada mal”.

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Rob Schneider está junto com a equipe para esta jornada de um personagem enlouquecido e imprevisível. “Eu interpreto Salim, um taxista palestino que veio para Nova York para realizar seus sonhos”, explica ele. “Ele tem um resquício de amargura – ele guardou um rancor desde a época em que era mais jovem, algo que era muito forte nele e que foi tirado por Zohan. Aquilo ficou marcado em sua vida, então, quando ele vê Zohan em Nova York, fica chocado e planeja se vingar”.

Schneider acrescenta: “Ele não é somente um motorista de taxi. Ele também é vendedor de catálogo da Spiegel. Salim tem uns três tipos de trabalhos diferentes ao mesmo tempo. Ele cobra uma corrida enquanto vende ao celular e dirige”

Trailer do Filme


Fonte: Sony Pictures
Fotos: Yahoo!