Oito anos depois de cruzar a fronteira mexicana com os Estados Unidos, o ex-condenado Dominic Toretto agora tenta reconstruir sua vida em uma cabana de praia na República Dominicana com um único vestígio do
passado, a namorada Letty. Mas ele sabe que as autoridades estão sempre atrás dele.

Quando a morte trágica de alguém que Dom ama o leva de volta a Los Angeles, ele reencontra o agente Brian O’Conner, e os dois infiltram-se em uma rede underground que trafica heroína pela divisa do México.

À medida em que Dom, sua irmã Mia e Brian redescobrem um laço familiar destruído há muito tempo, dois improváveis aliados se veem novamente um contra o outro em uma corrida que os leva ao extremo.


SOBRE A PRODUÇÃO

Um artigo de 1998 da revista Vibe sobre corridas de carros nas ruas deu partida ao que seria uma das mais adoradas e lucrativas franquias da história da Universal Pictures. Em 2001, conhecemos o piloto campeão Dominic Toretto e o policial Brian O’Conner. Ao longo das duas horas de Velozes e Furiosos, vimos dois homens em lados opostos da lei lutando e formando uma bela amizade. Os filmes subsequentes também alcançariam expressivas bilheterias, mas a imagem marcante de Dom acelerando pela fronteira do México no final do original deixou o público querendo mais aventuras de nosso anti-herói, assim como mais histórias sobre as duas mulheres em seu mundo, a irmã Mia e a namorada Letty.

Assim, oito anos depois do primeiro filme, o produtor Neal Moritz ('Velozes e Furiosos') sentiu que era o momento de criar o quarto número dessa série. E que estava na hora de voltar ao lar. Não havia, no entanto, garantias de sinal verde para o projeto, como explica Moritz: “Nos divertimos muito e alcançamos bastante sucesso com os três primeiros filmes. Mas, se quiséssemos mesmo ir em frente, precisaríamos trazer de volta Vin [Diesel] e Paul [Walker].”

A certeza de que uma nova saga Dom-Brian seria bem-vinda tinha como base a resposta do público à participação especial de Diesel em 'Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio'. Sobre a parceria dos protagonistas, o produtor observa: “A combinação dos dois e a forma como eles abordam a mesma cena juntos é algo que não podemos inventar. Essa compreensão e química ou acontecem logo na tela ou não.” O diretor escolhido para comandar o projeto, Justin Lin ('Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio'), concordava sobre a necessidade de resgatar os personagens principais, e os esforços da produção para alcançar esse objetivo deram resultado.

Vin Diesel ('Missão Babilônia') retorna tanto na pele de Dom Toretto quanto como produtor do filme. “Gosto de sequências que dão a sensação de uma continuação da história original. O roteiro de Velozes e Furiosos 4
estava de acordo com esse critério”, diz, referindo-se ao texto de Chris Morgan ('O Procurado'). Sobre trabalhar
novamente com Diesel, Paul Walker ('Mergulho Radical') comenta: “É um contraste divertido. É a Costa Oeste americana encontrando a Costa Leste. Ele é totalmente nova-iorquino, e eu sou o mais californiano possível. No entanto, por alguma razão, nos damos muito bem. É a mesma coisa com Brian e Dom.”

Michelle Rodriguez ('Resident Evil') também está de volta no papel de Letty, personagem a que Diesel refere-se como seu “primeiro amor em filmes.” Por sua vez, Jordana Brewster ('Prova Final') repete o papel de Mia, que não seria exatamente como ela havia imaginado. “Depois de perder tanta coisa, queria que Mia sentisse mais amargura. Só que Justin pretendia manter as mulheres do filme fortes e obstinadas, então Mia tinha seguido em frente com sua vida”, diz a atriz.

Quando o assunto é carro, a produção mais uma vez não poupa esforços, agora dando a Dom e Brian um arsenal de veículos para desafiar os limites de velocidade e resistência. Logo que começou a escrever a história, Morgan imaginou o Dodge Charger 1970, que teve um fim espetacular em Velozes e Furiosos, ressurgindo para Dom em 'Velozes e Furiosos 4'. “O Charger não é apenas um carro alucinante”, diz o
escritor, “há muito mais nele. Ele conta uma história; representa a alma de Dom.”

O protagonista também dirige um Chevrolet SS Chevelle dos anos 70, visto em Velozes e Furiosos, assim como um Buick GNX Grand National 1987 e um F-Bomb Camaro 1973.

Já Brian usa um Nissan Skyline GTR 1998, assim como um Subaru WRX STi 2009. Outros veículos no filme incluem o Plymouth Road Runner 1970 de Letty e o Ford Gran Torino 1972 de Fenix, além do Acura NSX 2000 de Mia e o Porsche Cayman 2007 de Gisele.

O coordenador do departamento de transportes Dennis McCarthy ('Corrida Mortal') ficou encarregado pela tarefa de encontrar múltiplas versões desses carros clássicos em geral difíceis de serem achados, além de customizá-los para que estivessem prontos para os desafios de filmagem.


O Dodge Charger acabou sendo o mais difícil para McCarthy e sua equipe de mecânicos. Como nenhum dos carros originais de Velozes e Furiosos permaneceram (sem contar os que estão no parque dos Universal Studios), uma caçada teve início para literalmente montar um total de sete Chargers, assim como fazer algumas reformas de praxe.

O nível de detalhe e obsessão com os veículos do elenco sempre surpreende o produtor Michael Fottrell ('Duro de Matar 4.0'). “Desde as aplicações gráficas à pintura, eles realmente personalizam os carros. A cartela de cores, os interiores e a quantidade de atenção que o trabalho apresenta... isso me impressiona sempre que eu os vejo.”

Ao retornar às origens de Velozes e Furiosos, os produtores sabiam que seriam negligentes em não filmar na cidade que ajudou a criar a cultura das corridas de rua. Assim, a maior parte do filme foi feita durante 85 dias
em Los Angeles e nos arredores da cidade. Também era importante retornar a algumas das locações prévias de Velozes e Furiosos – especificamente à mais conhecida do primeiro filme, a casa dos Toretto no bairro Echo Park, em Los Angeles.

Porém, oito anos depois, apesar de ainda estar de pé, a casa já não tinha a garagem que abrigara o Dodge Charger de Dom, que precisou ser reconstruída até os mínimos detalhes pela desenhista de produção Ida Random e sua equipe.

Los Angeles, Miami e Tóquio serviram de cenário para os três primeiros filmes, e agora é a vez da cultura latina, tecida ao longo da trama – desde a emocionante sequência de abertura na República Dominicana até cenas de
perseguição pelo deserto mexicano.

Diesel resume a sensação do elenco e equipe de ficar atrás das rodas. “Um verdadeiro amante de carros lhe dirá que eles são uma extensão de sua personalidade. Então, voltar ao confiável e vigoroso Charger foi muito
divertido. Era como um velho amigo – como um antigo integrante do elenco com quem eu tinha trabalhado tempos atrás.”


Trailers do Filme

 

Fonte: Paramount