'Up – Altas Aventuras' conta a edificante história de um velho vendedor de balões de 78 anos, chamado Carl Fredricksen, que finalmente realiza o sonho de toda sua vida e faz uma grande aventura prendendo milhares de balões a sua casa e voando para as florestas da América do Sul. Mas ele descobre, tarde demais, que seu pior pesadelo o acompanhou na viagem: um explorador da natureza, excessivamente otimista, de 8 anos, chamado Russell. A jornada a um mundo perdido, onde eles encontram personagens estranhos, exóticos e surpreendentes, é recheada de aventuras hilárias, emocionantes e muito criativas.



SOBRE A PRODUÇÃO

“Eu estou muito orgulhoso com o fato de 'Up - Altas Aventuras' ser o 10º. filme da Pixar”, diz John Lasseter, produtor executivo e chefe de criação dos estúdios Walt Disney e Pixar Animation. “Eu acho que é o filme mais engraçado que já fizemos e também um dos mais bonitos. Nós temos um personagem principal que é um herói incrível. Carl Fredricksen tem 78 anos e ele viaja pelo mundo em uma máquina voadora que ele mesmo projetou e ainda janta às 15h30 da tarde. Ele é o herói mais improvável que se pode imaginar em um filme de ação. É um personagem que aprende que as maiores aventuras na vida são as coisas pequenas que acontecem no dia a dia. Russell é um dos personagens mais encantadores e charmosos que já criamos. Junto com Carl, esses dois personagens iluminam a tela.”

O filme é dirigido pelo veterano da Pixar, Pete Docter, que se associou ao estúdio em 1990 — como o terceiro animador a entrar para a empresa. Junto com Lasseter e Andrew Stanton, Docter desenvolveu a história e os personagens de Toy Story (Toy Story), o primeiro longa-metragem da Pixar, do qual também foi supervisor de animação.

“Para mim, o que faz um filme valer a pena ser assistido é quando você vai para casa e ainda pensa nele”, diz Docter. “Você sai do cinema e continua pensando no filme não só no dia seguinte, mas no ano seguinte. Para que um filme possa tocar você dessa forma, é preciso que tenha uma emoção muito verdadeira e, de alguma maneira, que seja ressonante com sua própria vida. Então, mesmo que os astros do filme sejam monstros ou insetos, você se identifica com os personagens na tela e compreende o que eles estão passando. É importante ter esse fundamento de verdade e uma ligação emocional com os personagens.”

“Junto com o humor, é preciso ter emoção”, afirma Lasseter. “Walt Disney sempre disse: ‘Para cada riso, deve haver uma lágrima.’ Eu creio nisso.” Os cineastas encontraram muita emoção em sua mais recente aventura, explorando o amor que Carl e sua falecida esposa viveram e a amizade que se desenvolve entre Carl e Russell. Na verdade, Carl descobre que a verdadeira aventura da vida pode ser encontrada não viajando ou em grandes realizações, mas nos relacionamentos do dia a dia, que temos com amigos e família.”

'Up - Altas Aventuras' é o 10º filme da Disney•Pixar, que alcançou resultados sem precedentes em 9 dos 9 filmes lançados, entre os quais: Wall-E (Wall•E), Ratatouille (Ratatouille), Carros (Cars), Os Incríveis (The Incredibles), Procurando Nemo (Finding Nemo), Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Toy Story 2 (Toy Story 2), Vida de Inseto (A Bug’s Life) e Toy Story (Toy Story).

A Pixar tem agora nove entre os 25 filmes de animação de maior bilheteria de todos os tempos nos EUA e todos os nove ficaram em 1º lugar de bilheteria nas semanas de lançamento. Wall•E (Wall-E), Ratatouille (Ratatouille), Os Incríveis (The Incredibles) e Procurando Nemo (Finding Nemo) ganharam o Oscar® de Melhor Longa-Metragem de Animação, um prêmio concedido a partir de 2001.

PARA O ALTO E EM FRENTE
Como Up – Altas Aventuras Decolou

Depois de sua estreia como diretor em 2001, no sucesso de bilheteria Monstros S.A. (Monsters, Inc.), Pete Docter começou a procurar um novo projeto. Como a ideia de seu primeiro longa-metragem derivou das curiosidades e medos que ele tinha na infância de monstros embaixo da cama e depois de passar algum tempo desenvolvendo a história de Wall-E (Wall•E) e alguns outros projetos, Docter mais uma vez voltou-se a suas experiências pessoais para construir a ideia de 'Up - Altas Aventuras'. Com o codiretor e escritor Bob Peterson, ele começou a brincar com algumas novas ideias fantásticas.

“Algumas vezes, no final de um dia de trabalho você está tão assoberbado com as pessoas e com o caos do mundo, que eu tinha a fantasia de ser um náufrago em uma ilha deserta do Pacífico”, diz Docter. “Bob e eu começamos a brincar com essa ideia e a ter ideias engraçadas sobre um personagem mais velho como o que adorávamos dos desenhos animados de George Booth em The New Yorker, e todos aqueles tipos maravilhosos como Spencer Tracy e Walter Matthau que são ranzinzas, mas de quem a gente gosta. Nós imaginamos uma casa flutuando no espaço presa por balões e isso nos pareceu capturar o que estávamos procurando em termos de fugir do mundo. Nós rapidamente entendemos que no mundo o que importa são os relacionamentos e é isso que Carl acaba descobrindo.”

Peterson explica: “Pete foi o primeiro a colocar no papel a ideia de um homem de idade ranzinza segurando um monte de balões alegres, divertidos e coloridos. Nós começamos a ponderar porque nós dois gostamos da ideia de ter um personagem de idade. É diferente do que se vê nos filmes e achamos que os idosos também têm ótimas histórias para contar.”

Docter credita muito de suas influências criativas a nove homens mais velhos bem reais — animadores que trabalharam nos clássicos da Disney. Apesar de não ser um dos nove legendários, Joe Grant fez parte da equipe de 1937 que criou Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs) e foi uma das fontes de inspiração para Docter, que cita Grant ao dedicar o filme aos “verdadeiros Carl e Ellie Fredricksens que nos inspiraram a criar nossos próprios livros de aventuras.”

“Eu conheci Joe quando ele estava com cerca de 90 anos. Ele foi amigo meu — era um homem de idade sábio”, conta Docter. “Sempre que mostrava a ele algo em que eu estava trabalhando ele dizia: ‘O que você está dando para a plateia levar para casa?’ Esse era seu modo de me dizer que era das emoções — das emoções baseadas nos personagens que as pessoas iam se lembrar.”



O VISUAL E O ESTILO DE UP – ALTA AVENTURAS
Cineastas Apelaram para os Clássicos da Disney em Busca de Inspiração

Ao longo dos nove filmes aclamados, a Pixar experimentou uma ampla variedade de visuais e estilos. No caso de 'Up - Altas Aventuras', os cineastas optaram por uma abordagem simples ou minimalista que cresceu de forma orgânica com a própria história.

De acordo com Pete Docter: “Neste filme, temos uma história sobre um homem que faz sua casa voar para a América do Sul com balões. Nós sabíamos que precisávamos de uma certa quantidade de magia e caricatura, que é mais ou menos minha estética geral. Nós tentamos voltar e nos conectar aos grandes filmes da Disney com os quais crescemos, como Peter Pan e Cinderella, e o fabuloso senso de estilo e caricatura que eles tinham. Nós fizemos um verdadeiro esforço para caricaturar nossos personagens e seus ambientes. Na maioria dos filmes, os personagens teriam a altura proporcional a seis ou sete vezes a sua cabeça. Nosso herói, Carl, só tem três!

“Nós sabíamos que os últimos avanços na tecnologia da computação nos dariam todos os detalhes que queríamos; mas, em vez disso, pedimos uma simplificação que não existe na vida real”, acrescenta ele.
“Queríamos que 'Up - Altas Aventuras' tivesse um visual distinto, todo próprio, e que fosse diferente de todos os outros filmes da Pixar”, acrescenta o produtor Jonas Rivera. “A inspiração veio de artistas como Mary Blair, George Booth e de ilustrações do storybook de Martin Provensen. Pete queria que todo o filme tivesse um visual caricaturado. Por exemplo: nós não estudamos pessoas de verdade ou roupas para usar como referência. Nós vimos os desenhos de Hank Ketcham de Dennis O Pimentinha (Dennis the Menace), e o modo simples com que ele mostra a dobra no avental da mãe com apenas duas linhas. Nosso desenhista de produção Ricky Nierva inventou um novo termo para descrever a abordagem singular do filme.”

“‘Simplexidade’ foi o termo que criei para explicar a essência de alguma coisa”, diz Nierva. “Nós queríamos tirar alguns detalhes sem dar um visual barato. A mídia do CG possibilita todo um detalhamento que acrescenta à credibilidade. Nós não queríamos fazer um filme realista, mas sim tangível. Queríamos caricaturar os humanos no filme, mas de uma forma que as pessoas pudessem se identificar com eles.”

O desenho dos dois personagens principais do filme - Carl e Russell - originaram-se de um círculo básico e um padrão quadrado. “Faz parte da simplexidade”, diz Nierva. “Trata-se de ferver as coisas até tirar a essência mais pura. Um quadrado simboliza o passado, o círculo representa o futuro. Quadrados são estáticos como uma parede de tijolos. Eles não se movem, e Carl é uma pessoa presa em seu modo de vida depois da morte de Ellie. No caso do desenho de Carl, nós nunca tivemos um personagem de começa na infância e vai até a velhice. Ele é mais circular e redondo quando criança, tem mais curvas. Ellie tem um padrão circular também. Conforme Carl vai envelhecendo, ele vai se tornando mais rígido. Russell tem forma oval e muitas curvas com todo os simbolismo dinâmico que isso carrega.”

Trailer do Filme

 

Fonte: Disney