Em 1999, na bela ilha grega de Kalokairi, a menina Sophie está prestes a se casar quando resolve enviar três convites da cerimônia para três homens – Sam Carmichael, Bill Anderson e Harry Bright –, acreditando que um deles é seu pai.

De diferentes partes do mundo, os três resolvem voltar à ilha e à mulher por quem se apaixonaram vinte anos atrás. Quando chegam, a mãe de Sophie, Donna, se surpreende ao ficar cara-a-cara com os ex-namorados que nunca conseguiu esquecer. E, enquanto eles inventam desculpas por estar ali, ela se pergunta qual deles é, realmente, o pai de Sophie.

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SOBRE A PRODUÇÃO

A história do espetáculo 'Mamma Mia!' teve início nos anos 80, quando a produtora Judy Craymer trabalhava com Benny Andersson e Björn Ulvaeus como produtora executiva do primeiro projeto deles pós-ABBA, o musical Chess. Inspirada no aspecto teatral do trabalho dos compositores, Judy teve a idéia de criar um musical com canções já existentes do grupo, em um original e empolgante formato. Andersson e Ulvaeus ficaram, inicialmente, relutantes, mas em 1995 eles concordaram com o projeto e, dois anos depois, Craymer convidava a teatróloga Catherine Johnson para escrever o espetáculo. Mais tarde, com uma afetuosa e empolgante história em mãos, a produtora iniciaria as buscas por um diretor, trazendo para o projeto a respeitada diretora de teatro e ópera Phyllida Lloyd.

O primeiro espetáculo estrearia em 6 de abril de 1999, no Prince Edward Theatre, em Londres, se tornando um fenômeno global de entretenimento e atraindo um público de mais de 30 milhões de pessoas. Logo depois da estreia de 'Mamma Mia!', diversas produtoras mostraram interesse em unir forças com a Littlestar (empresa de Judy Craymer) para transformar o musical em um filme, sendo uma delas a Playtone ('O Expresso Polar'), de Tom Hanks e Gary Goetzman. Hanks lembra do que sentiu quando assistiu ao musical: “Aos 12 minutos, eu estava de pé cantando as músicas.”

Mas foi apenas em 2003, depois que 'Mamma Mia!' estreou na Europa, EUA, Austrália e Ásia, que Craymer sentiu que estava na hora de adaptar o espetáculo para o cinema, entrando em contato novamente com Gary Goetzman para selar a parceria. Lloyd e Johnson também estavam prontas para se unir a eles na realização desse novo trabalho.

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A experiente equipe de produção do musical precisava, agora, encontrar um grande elenco para transportar o espetáculo do teatro para o cinema. A atriz vencedora do Oscar® por A Escolha de Sofia e Kramer Vs. Kramer Meryl Streep foi convidada para viver a protagonista, Donna. “Sabíamos que ela havia visto o musical na Broadway alguns anos atrás, quando escreveu uma bela carta ao elenco dizendo o quanto tinha gostado do show e da vontade que sentiu de subir no palco e ver como seria fazer parte de 'Mamma Mia!'. Como se fôssemos adolescentes, guardamos a carta”, conta Craymer.

Streep de fato assistira ao musical em Nova York e lembra: “Foi pura alegria!” A atriz ficou atraída pelo papel de Donna por sua humanidade, força e, é claro, pelas músicas que interpreta. “As canções são eternas. E elas simplesmente invadem o seu corpo”, diz Streep.

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Os produtores também tinham idéias muito específicas delineadas para os papéis da filha de Donna, Sophie, e do noivo da menina, Sky, e em Amanda Seyfried ('Meninas Malvadas') e Dominic Cooper ('Do Inferno') encontraram a personificação dos jovens namorados. “Escolher Sophie foi uma tarefa árdua”, explica Craymer. “Ela precisava ser travessa, mas ao mesmo tempo inocente. Também tinha que ser divertida e cantar bem, é claro. Amanda preenchia todos esses requisitos. Ela é a nossa Sophie ideal.” Sobre o teste da atriz, Lloyd lembra: “Amanda tem uma voz fabulosamente natural que fez Benny e Björn pedirem a ela para cantar faixas que nem estavam no filme.”

Sobre o noivo de Sophie em 'Mamma Mia!', Craymer observa: “Dominic Cooper tem um lado encantador, além de ser brincalhão. Ele sabe cantar, e as garotas o amam. Está perfeito no papel de Sky.” Os atores chamados para viver os pais de Sophie foram Pierce Brosnan '(Thomas Crown'). Mesmo animado em viver Sam Carmichael, Pierce Brosnan admite que ficou apavorado ao pensar em ter que cantar e dançar. Mas ele reconhece que, no fim, o nervosismo ajudou: “O medo o impulsiona a encarar grandes distâncias para fazer algo de forma perfeita e significativa. Os meses de ansiedade compensaram.”

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Stellan Skarsgård, que interpreta Bill Anderson, ficou intimidado por um desafio diferente. Cauteloso por ter que dançar, “algo que não faço sóbrio há 30 anos”, ele admite: “Curti muito e tentei me divertir o máximo que pude. A experiência foi completamente libertadora.”

Colin Firth, escolhido para o papel de Harry Bright, diz: “'Mamma Mia!' tem uma magia insidiosa. Acaba contagiando todo mundo.”

Com elenco e equipe formados, chegou a hora de dar início à fotografia principal em um estúdio e depois escapar para uma exótica e opulenta ilha grega. O salto dos palcos para as telas foi um desafio, principalmente levando-se em conta o desejo de Andersson de que cada ator usasse sua própria voz ao cantar. O diretor musical Martin Lowe, que se uniu à equipe de 'Mamma Mia!' em 1999, trabalhou em Estocolmo com Andersson e o ABBA original para gravar a trilha sonora do filme, usando o elenco da produção sueca do musical para alguns backing vocals. A tarefa de Lowe ganhou ímpeto quando o elenco foi confirmado. Ele trabalhou com os atores para encontrar o tom certo dos artistas e lhes dar autoconfiança antes de entrarem no estúdio para gravar.

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Buscando o melhor desempenho de cada um deles, Lloyd, além de pré-gravar os vocais para que os atores dublassem a própria performance, fez com que cantassem ao vivo no set com uma faixa-guia ao fundo. O produtor executivo Mark Huffam explica o processo: “A tradição em musicais é fazer uma pré-gravação e depois dublá-la. Mas, com tantos atores fabulosos nesse filme, eles tiveram a oportunidade de cantar ao vivo nos números mais orgânicos. Deixamos isso em aberto, e o trabalho foi feito das duas formas: usamos muito playback nos números maiores de dança, mas, em algumas músicas mais pessoais, fizemos tudo ao vivo.”

Coreógrafo do espetáculo 'Mamma Mia!' desde o início do projeto, Anthony Van Laast estava curioso para levar o musical do teatro para o cinema. Nas fases de pré-produção, Van Laast ensaiou com Lloyd e um grupo de bailarinos para ver como a dança funcionaria no filme: que números dariam certo, quantos dançarinos eram necessários, onde posicionar as câmeras, etc.

Van Laast manteve alguns movimentos originais do musical mas, em geral, praticamente recoreografou tudo. Para ajudar a suavizar a transição dos palcos para as telas, Van Laast sugeriu contratar a maioria dos bailarinos e dublês do grupo de talentosos artistas da peça. A habilidade deles em se movimentar graciosamente e aprender as coreografias seria uma valiosa ajuda aos atores principais, que observariam seus passos.

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Meryl Streep ri: “Estou fazendo isso para envergonhar meus filhos de 20 e poucos anos. A parte da dança vai mortificá-los. Eles terão que se mudar para o Alasca, ou algo assim. Só o macacão já vai bastar para eles.” Van Laast conta como foi emocionante transformar seus atores em bailarinos: “Eles levam algo muito real para os movimentos. Quando você trabalha com bailarinos, é tudo muito perfeito e fluido. Não há arestas. Os atores dão personalidade à dança, em vez de fazer apenas uma bela coreografia. Aprendi muito sobre encontrar personalidade através do movimento.”

Depois de 14 semanas de gravação, a seqüência final do filme foi feita em Pinewood, com os integrantes principais do elenco apresentando “Waterloo” e “Dancing Queen.” Foi a forma apropriada de terminar 'Mamma Mia!'. Nossas palavras finais vão para as mulheres que viram seu sonho cruzar mídias e continentes. “Nós relançamos o ABBA em uma experiência completamente diferente”, diz a produtora Craymer.

“As letras são incrivelmente acessíveis e universais, todos podem se identificar com elas.” A roteirista Johnson resume: “Apesar de os personagens não terem mudado, passamos a conhecê-los melhor. As músicas e o espetáculo 'Mamma Mia!' estão agora muito maiores.” A diretora Lloyd conclui: “A trama é um conto de fadas moderno. Ela desperta algo realmente fundamental no público sobre identidade, pais perdidos, filhos perdidos. É uma história épica.”

Trailers do Filme


Fonte: Paramount Pictures