Quando 'Os Gatões' começou a passar na televisão em 1979, a combinação de um clima típico do sul dos Estados Unidos e ação contínua girando em torno de dois rapazes que não tinham a intenção de fazer mal a ninguém – os primos carismáticos Bo e Luke Duke – fizeram da série um grande sucesso. Seis temporadas e 147 episódios depois, havia uma imensa e fiel legião de fãs, que se reuniu em grupos e aumentou com a popularidade da série.

Mais de duas décadas depois do ultimo episódio da série 'Os Gatões', seus personagens permanecem como ícones da cultura pop. O Dodge Charger 1969 cor-de-laranja de Bo e Luke Duke, o “General Lee”, tornou-se um dos mais conhecidos automóveis americanos do mundo e o nome Daisy Duke tornou-se sinônimo do menor dos shorts.

Toda sexta-feira à noite, Os Gatões dava a todos a chance de fugir para o condado de Hazzard para umas boas perseguições automobilísticas e boas brigas. Esses elementos e o tom leve do programa convenceram o produtor Bill Gerber a levar os Duke para o cinema.

“Eu estava procurando um projeto que realmente captasse o espírito americano”, diz Gerber. E continua: “O cerne de Os Gatões - Uma Nova Balada é a família e a proteção daqueles a quem você ama. Bo e Luke eram personagens muito queridos e levavam a lei meio na esportiva; eu gostava do aspecto Robin Hood do seriado, e acrescentando-se a isso o charme de Daisy Duke, estava na hora certa de levar o conceito para o cinema”.

Depois de desenvolver um roteiro com o roteirista John O’Brien, que capta a atitude maliciosa da série e o tom de comédia rasgada, Gerber fez contato com Jay Chandrasekhar, diretor das comédias Super Tiras e Pânico na Ilha, para dirigir o filme. As duas comédias foram escritas pela equipe de roteiros de comédia Broken Lizard, da qual Chandrasekhar faz parte. “O tom de comédia da Broken Lizard é bem similar ao espírito de 'Os Gatões - Uma Nova Balada', que não é sofisticado. A idéia é que seja acessível”, explica Gerber. “Sabíamos que Jay poderia trazer um humor afiado, que traria para 2005 o condado de Hazzard e os Duke”.

Chandrasekhar não podia recusar a oportunidade de dirigir um filme baseado em um de seus programas de televisão favoritos. “Cresci vendo Os Gatões e adorava filmes de foras-da-lei como Agarra-me Se Puderes”, conta o diretor. E completa: “Sempre quis fazer um filme que tivesse um quê de anos 70, com um bando de carros derrapando e uma visão alternativa da obrigatoriedade de se cumprir a lei. Eu também tinha um pôster de Daisy Duke na parede quando tinha nove anos e era bem inspirador. E quando vi a perspectiva de uma nova Daisy Duke com a oportunidade de colocar o General Lee voando pelo ar novamente, era impossível eu dizer não”.

Há duas coisas em Hazzard com que se pode sempre contar: bebida ilegal da pesada e Bo Duke atrás do volante de seu amado carro laranja. Para Seann William Scott, fazer o papel de Bo o levou de volta à infância em Minnesota. "Eu era fã do seriado quando criança”, revela o ator, estrela da trilogia 'American Pie'. Ele acrescenta: “Achei que seria divertido participar do filme. Os dois garotos gostam de carros rápidos, mulheres rápidas e uma boa bebida”.

Knoxville, criador e estrela do bem-sucedido programa da MTV 'Jackass', e também da versão para o cinema, interpreta o primo mais velho de Bo, Luke, mais atirado e mais experiente com as mulheres.
“Bo e Luke são bons na essência, só não esquentam com as conseqüências do que fazem. São como cobras, mas no bom sentido. Quer dizer, respeitam as mulheres e ficam mais que felizes em derrubar quem não é. Mas os únicos problemas sérios são a venda de bebida ilícita e desrespeitar a lei”, comenta Knoxville, nascido no Tennessee – adivinhe onde? –, exatamente em Knoxville. “Se estivéssemos fazendo o filme em 1979, eu teria chamado Burt Reynolds para o papel de Bo Duke”, conta Chandrasekhar. E prossegue: “Queria encontrar dois caras que encarnassem o tipo de mentalidade de Reynolds. Seann é um poço de energia e Johnny é um ex-dublê muito engraçado, além de ótimo ator. Eles são a combinação perfeita de um pouco de loucura com uma pitada de rebelião sulista”. “Johnny e eu nos divertimos fazendo o filme, e isso se vê na tela. Ele é louco e gosta de se divertir, então sabia que íamos nos dar bem. Eu não teria feito o filme sem ele”, enfatiza Scott.

“Adoro Seann, ele é completamente pirado, mas da melhor forma possível. É brilhante, engraçado, e é genial trabalhar com ele e ver o resultado. Nos divertimos entrando e saindo do General Lee, mandando coisas pelos ares e brigando em bares. Cara, foi divertido filmar”, diz Knoxville.

Enquanto o General Lee deixa Bo e Luke um passo adiante da lei, a arma secreta da prima Daisy é um short especial. Na série original o papel era de Catherine Bach e para o filme foi escolhida a popular Jessica Simpson, uma verdadeira garota do sul, tão durona quanto sexy. Gerber recorda: “Entrevistamos quase todas as jovens atrizes de Hollywood, porém queríamos alguém com um verdadeiro passado sulista. Quando Jessica entrou na sala, tudo nela gritava que ela era Daisy Duke. Não queríamos contratá-la por ser uma cantora famosa, mas fez um ótimo teste e deixou as outras para trás com sua presença e energia”.

Para Jessica Simpson, que deu o nome de Daisy à sua cachorra como homenagem à personagem, o papel foi ideal para sua estreia no cinema. “Eu gostava de Daisy Duke desde criança. Ela era um papel-modelo e alguém que as garotas admiram porque é poderosa, muito sexy e sempre dá conta do recado. Ela é a própria garota americana, corajosa, que se importa com a família e que no fundo quer ajudar todos a sair da situação de aperto”, diz Jessica. A cantora e atriz também gostou de dividir sua estreia com Knoxville e Scott. “Seann e Johnny realmente me protegeram e me ensinaram bastante. No meu primeiro dia no set de filmagens eu estava nervosa e eles me deixaram à vontade e me acalmaram”. “Jessica chegou incrivelmente bem preparada”, elogia Chandrasekhar. “Ela é mesmo engraçada e tem bastante carisma na tela”.
Sean William Scott concorda. “Jessica fez um ótimo trabalho, brigando pra valer e sendo sexy ao mesmo tempo. Muitos ficarão realmente felizes quando a virem como Daisy Duke”.

Na verdade, o short era tão mínimo que exigiu um certo treinamento. É Jessica quem conta: “Tive aulas de direção com dublês e também treinei luta, foi o máximo, mas o difícil foi malhar com meu personal trainer para ter certeza de que estaria bem com o short de Daisy Duke, porque realmente não cobrem muito. Malhava duas horas por dia e cortei açúcar e frituras da dieta. Eu me senti confiante e bonita no filme porque me dediquei e malhei pesado”.

'Os Gatões - Uma Nova Balada' chega aos cinemas dia 23 de Setembro.




 

Fonte: Wb