Baseado num popular episódio de "Sex and the City", escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo, Ele Não Está Tão A Fim de Você conta as histórias de um grupo interligado que vive em Baltimore e é composto por membros de vinte e poucos a trinta e poucos anos. Eles navegam por inúmeros relacionamentos que vão dos encontros românticos insignificantes e rasos, até as águas profundas da vida de casado, tentando identificar os sinais do sexo oposto... e torcendo para serem exceções às regras que proíbem exceções.

O filme ostenta um elenco estelar incluindo o ganhador do Oscar® Ben Affleck, como Neil; Jennifer Aniston, como Beth; Drew Barrymore, como Mary; Jennifer Connelly, também ganhadora do Oscar®, no papel de Janine; Kevin Connolly, como Conor; Bradley Cooper, retratando Ben; Ginnifer Goodwin, como Gigi; Scarlett Johansson, como Anna; Kris Kristofferson, como Ken; e Justin Long, interpretando o papel de Alex.

Ele Não Está Tão A Fim de Você é dirigido por Ken Kwapis a partir do roteiro escrito por Abby Kohn & Marc Silverstein, baseado no livro campeão de vendas de Greg Behrendt e Liz Tuccillo.


SOBRE A PRODUÇÃO

GIGI
Talvez ele tenha me ligado e eu não recebi
o recado. Ou talvez ele tenha perdido meu telefone,
ou talvez estivesse fora da cidade,
ou talvez tenha sido atropelado por um táxi,
ou sua avó tenha morrido.

ALEX
Ou talvez não tenha ligado,
porque não está interessado em vê-la novamente.


Se algum dia você ficou sentada ao lado do telefone, se perguntando por que ele disse que ia ligar e não ligou, ou se você não consegue entender por que ela não quer mais dormir com você, ou por que seu relacionamento não está evoluindo ao nível seguinte,... ele (ou ela) talvez não está tão a fim de você.

"Esse talvez seja o primeiro filme de longa-metragem a ter como inspiração uma frase de um diálogo exibido em um episódio de seriado de televisão", frisa o diretor Ken Kwapis.

Na realidade, primeiro a frase inspirou os autores de "Sex and the City", Greg Behrendt e Liz Tuccillo, a escreverem o que se tornou o livro homônimo campeão de vendas, Ele Não Está Tão A Fim de Você.

"Eu não vim a esse mundo esperando escrever um livro de relacionamentos", explica Behrendt, que não apenas transformou a frase em campeã de vendas, mas também foi o apresentador de um programa de entrevistas, sem papo furado, para desafiar os que têm dificuldades com romance. "Tudo surgiu a partir de um comentário que eu fiz para uma pessoa, durante um almoço. Dizer a uma mulher que o cara que não telefona simplesmente parece não gostar dela, parece algo sensato".

"Eu realmente adorei aquele episódio de 'Sex and the City,'" conta a produtora Nancy Juvonen. "Depois encontrei meu caminho até o livro e me identifiquei completamente com a idéia de ser prática a respeito de encontros românticos e relacionamentos, e com todos os mitos meio que criados por nós mesmas - todas aquelas coisas que inventamos porque não estamos recebendo a ligação ou o convite que realmente queremos". Suas idéias imediatamente se transformaram no filme. "Tive uma porção de idéias sobre a maneira de transformar essa noção de que Ele Não Está Tão A Fim de Você num longa-metragem, sem de fato dizer essa frase e soube que tinha de realizar esse filme".

À época, ela nem podia imaginar que isso resultaria num elenco repleto de astros e estrelas, incluindo Ben Affleck, Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Jennifer Connelly, Kevin Connolly, Bradley Cooper, Ginnifer Goodwin, Scarlett Johansson, Kris Kristofferson e Justin Long.

Mas primeiro eles precisavam de um script.

Juvonen descreve a fonte do material para a história. "Grande parte do livro foi algo como 'Eu estou ouvindo o que você está me dizendo, Greg, mas realmente acho que esse cara perdeu meu telefone, porque ele pareceu mesmo gostar de mim, quando estávamos no bar'. E a reação de Greg seria algo como uma frase do tipo 'Meu bem, ele não gosta de você, tente alguém que goste'. Mas não havia uma história real a ser seguida". Ela resolveu isso ao recorrer à equipe de roteiristas de Abby Kohn e Marc Silverstein, com quem já trabalhara anos antes, na comédia de grande sucesso intitulada Nunca Fui Beijada.

"Era hora de meio que reunir a banda novamente. Nós todos já estávamos dez anos mais velhos, então eu acho que tínhamos mais dinâmica e um pouquinho mais de esperteza, além de mais experiência com relacionamentos, e tivemos a chance de despejar tudo isso nessas histórias. Começamos pegando nossas próprias histórias e histórias de amigos e enfatizando-as. Acho que eles simplesmente são os melhores escritores da cidade e foi realmente divertido".

Kohn continua. "Nós olhamos para o cabeçalho dos capítulos: Ele Não Está Tão A Fim de Você se não te liga, se não quer casar com você... se está dormindo com outra pessoa, e por aí a fora. E essa realmente foi a grande inspiração que tiramos do livro, já que o livro não tinha personagens verdadeiros na trama. Achamos que cada um dos títulos daqueles capítulos poderia servir de inspiração para uma história individual. E foi a partir daí que começamos a elaborar a montagem do filme".


Kohn e Silverstein deixaram que o título fosse o guia orientador ao longo do processo de escrita. "Se um cara está agindo como se não estivesse a fim de você, é porque não está", afirma Silverstein. "É uma simples cristalização de algo tão óbvio. O conselho de Greg no livro é sempre o fato de que não importa o porquê; é simplesmente isso".

Kohn acrescenta: "Nós tendemos a analisar excessivamente tudo que acontece dentro de um relacionamento. Dessa forma, mesmo que a conversa que você teve com o cara tenha durado 45 segundos, a análise posterior pode durar quatro ou cinco horas. Portanto, nós sentimos que, por exemplo, com a Gigi, a Janine e a Beth - essa noção parece muito real, pois essas três mulheres, juntas, num escritório, deveriam estar trabalhando, mas, na verdade, o que estão fazendo é dissecar um recado telefônico, ou repetir um outro, ou seja lá o que for."

Para a direção, Juvonen chamou o grande especialista em elaboração de elencos, Ken Kwapis, que está acostumado a trabalhar em histórias lideradas por mulheres, com relacionamentos entremeados, em filmes como, por exemplo, Quatro Amigas e Um Jeans Viajante (The Sisterhood of the Traveling Pants) e o seriado televisivo de grande sucesso, The Office. Depois de ter visto o material, ele não hesitou.
"O motivo pelo qual o livro fez tanto sucesso, é claro, foi o fato de todos terem uma identificação de 100%", diz Kwapis. "O mesmo aconteceu com o script. Eu apenas li e fiquei maluco por ele. Fui imediatamente arrebatado pelo fato de que desses nove personagens, eu me identificava com todos - com as cinco mulheres e os quatro homens, igualmente. E, se por um lado era super engraçado, tudo que havia de cômico na história foi tirado de comportamentos verdadeiros, reais, freqüentemente constrangedores... coisas que eu mesmo já tinha feito e achei que fariam o público exclamar 'nossa, esse sou eu!'"

"Fiz muitas pesquisas para preparar esse filme, muito antes de saber que eu ficaria encarregado de sua direção", Kwapis conta. "Eu saí para meu primeiro encontro amoroso quando estava com dezesseis anos e me casei com quase trinta. Nesse meio tempo, entre o primeiro encontro e o casamento - até mesmo depois que me casei - eu cometi todos os erros possíveis, ao tentar encontrar alguém por quem me apaixonasse".

"A primeira coisa que o Ken disse foi, 'eu não sou um desses personagens, sou todos eles. Eu me sinto como todos eles,'" relembra Juvonen, mencionando sua conversa inicial com o diretor. "Nós conversamos por duas horas e meia e foi um papo muito empolgante, perfeito, fabuloso. Foi como uma conversa com um velho amigo".

MARY
As coisas mudaram. As pessoas não se encontram
mais, em pessoa. Se eu quero me tornar mais
atraente para o sexo oposto, não corto os cabelos - eu
atualizo meu perfil. É simples assim.

Um dos maiores desafios para os autores foi criar personagens que ilustram os inúmeros capítulos do livro e, de alguma forma, fazer a conexão entre as histórias.

"O personagem A está saindo com o personagem B, o personagem B se sente muito atraído pelo personagem A, mas o personagem A está realmente a fim do personagem C. O personagem C está saindo com D. O personagem D é casado com E. O personagem E trabalha com o personagem F. E por aí a fora. A história é sobre isso", ilustra o diretor Ken Kwapis.

"Nós fizemos um diagrama", conta Marc Silverstein, "começando com Gigi e Conor." "Tudo começa com o primeiro encontro dos dois", acrescenta Abby Kohn. Depois, um casal se transforma em nove histórias entrelaçadas. Manter o curso de tantos relacionamentos pode parecer uma tarefa assustadora; a função de selecionar o ator certo para cada papel poderia ter sido igualmente aterrorizante.

Se ele não te liga…

Ginnifer Goodwin foi escolhida para o papel de Gigi, o personagem que serve como catalisador da história inteira. "Eu adorei o conceito", conta Goodwin. "Deu a impressão de ser algo que pode ser incorporado à sua vida, podendo levar a relacionamentos mais realizadores, com autoconfiança, porque você sabe que está lidando com os sentimentos honestos que afloram entre as pessoas".

Ingressando no elenco no papel de Conor, temos o ator Kevin Connolly que, junto com Gigi, dá o pontapé inicial, a partir daquele primeiro encontro romântico. "Ele é um jovem corretor de imóveis de carreira promissora. Tem um negócio bem encaminhado, mas ainda está em busca de um nicho", afirma o ator.

Sem conhecer Gigi, Conor tem uma outra pessoa em mente. "Conor está completamente maluco por Anna. Ela dá corda, o mantém entretido o bastante para que ele continue atrás dela. Ele está ligeiramente obcecado", conta Connolly, rindo. Juvonen acrescenta: "Nós não queríamos que Conor fosse um cachorrinho, ao se tratar de Anna, mas que realmente fosse um cara com um plano".

Se ela não está dormindo com você…

Para Conor, infelizmente, Anna tem outros planos.

Escolhida para viver o papel de Anna, Scarlett Johansson conta: "Ela é uma instrutora de ioga, artista, cantora e tem um espírito livre, caminhando pela vida de antenas ligadas. Tem um tipo de 'amizade colorida' com Conor - gosta de sua companhia, mas não está interessada em compromisso com ele. Ela gosta de tê-lo por perto, ouvir seus elogios, então, transmite sinais misturados, o que o deixa muito frustrado".

Kwapis conta: "Mary, personagem de Drew Barrymore, está realmente ansiosa para encontrar um namorado, mas parece ser uma vítima da tecnologia. Ela é uma vítima dos torpedos, da Internet, da secretária eletrônica... De tudo. Está sendo rejeitada por todos os dispositivos tecnológicos existentes no mercado".

"Drew realmanete reagiu bem em relação à Mary," relembra Juvonen. "Acho que a própria Drew ficou meio estonteada com tecnologia. E ela certamente tem um coração romântico. Mary está em busca de um relacionamento nos portais MySpace e Facebook - e é dessa forma que ela meio que acaba tendo todos esses relacionamentos potenciais que não chegam a lugar algum. O personagem foi realmente uma forma de representar a atual maneira tecnológica de se namorar, com todos esses métodos que parecem matemáticos e eletrônicos, em vez de simplesmente encontrar as pessoas cara a cara. Eu acho que esse fenômeno pode ser bem difícil, pelo fato de não se tocar um ao outro. A facilidade com que você simplesmente envia uma pequena mensagem sexy pode ser assustadora. E, às vezes, divertida. Essa é a nova geração. Nós estamos inovando".

Se ele não quer casar com você…

Se Mary e Anna representam aquelas que ainda estão em busca do amor, Beth e Neil são o retrato dos que já o encontraram… mas não estão bem certos disso. Ben Affleck interpreta Neil, um fotógrafo que há muitos anos já tem um envolvimento com Beth, a personagem de Jennifer Aniston.

"Neil é um personagem muito interessante", conta Juvonen, "porque você pensa uma coisa a seu respeito e acaba sendo outra, completamente diferente. Ele não acredita no casamento. É fotógrafo e está com a namorada há sete anos. Gosta muito dela, mas acha que as coisas mudam depois do casamento. Ben é muito encantador, engraçado e tranquüilo; ele é um cara legal. E também queria que Neil fosse assim, um cara artístico, pensante - um cara bem inteligente".

"Beth e Neil estão juntos há sete anos", conta Aniston, falando sobre o casal, "e ele está muito contente por não ser casado. Ele não acredita, nem entende por que isso tem que acontecer. Mas ela quer casar e começa a se sentir meio 'Nossa, será que estou sendo enrolada?'"

"Beth vem lidando com essa idéia há muito tempo, engolindo isso, porque tem um relacionamento fabuloso", conta Juvonen. "Mas ela quer mais. No fim das contas, sua irmã caçula é quem está se amarrando, e isso acontece muito rápido, o que leva Beth ao limite".

Se ele está dormindo com outra pessoa…

Em suas vidas profissionais, Beth e Gigi trabalham em marketing, numa empresa de temperos, junto com Janine, que é casada com Ben, e está reformando sua casa, na expectativa de começar uma família.

"Janine está reformando a casa", Kwapis frisa, "mas eu acho que a certa altura, o que ela realmente quer é fazer uma reforma em seu relacionamento".

"Em alguns aspectos, Janine é meio à moda antiga", conta a atriz Jennifer Connelly, que interpreta o papel. "Ela detesta mentira, então, para ela, é muito importante estar com alguém que seja totalmente sincero e honesto, para que ela confie na pessoa que está ao seu lado. Ela gosta da idéia do casamento. Ela e Ben se conhecem há muito tempo. Eram melhores amigos e acabaram se casando. Depois de um tempo, a maior parte do relacionamento se torna um hábito, todas as coisas que você já faz há tanto tempo. Agora eles vivem numa rotina".

Seu marido, Ben, é interpretado por Bradley Cooper. "Quando Bradley Cooper chegou, nós fechamos", ressalta Juvonen. "Nós simplesmente pensamos, 'Esse é o Ben, da melhor forma que poderia ser.' Bradley era tão sincero que combinou totalmente com o personagem. Ele meio que o vestiu, de coração".

"Eu realmente queria interpretar o Ben por ele ser tão conflituoso e paralisado por seus medos", explica Cooper. "Ele é advogado e casado com Janine, sua namoradinha de faculdade. Está meio que levando a vida, sem realmente ter um posicionamento em seu casamento. Então, ele conhece uma garota e não consegue tirá-la da cabeça. Eu gostei do fato de ser uma retratação honesta dos relacionamentos românticos, o que as pessoas realmente querem e o que fazem, sem tentar disfarçar".

…então, ele não está tão a fim de você.

Quando se trata de mulheres, Alex, retratado por Justin Long, não floreia absolutamente nada. "Na verdade, Alex é a voz que segue a cartilha", afirma o diretor Kwapis.

"Meu personagem é mais ou menos do tipo que dá conselhos", acrescenta Long. "Ele é o tipo de cara bem honesto, muito positivo, fala o que vem à cabeça. Entende das coisas. Entende as mulheres porque já teve muitas", o ator ri, "porém, emocionalmente, ele nunca se deu para ninguém. Então, quando ele conhece Gigi e ela precisa de seu conselho - ou assim ele pensa - eles ingressam em um relacionamento do tipo 'My Fair Lady'- onde Alex é o Henry Higgins para a Eliza Doolittle de Gigi. Ele tenta fazê-la entender que os caras não são tão complicados e que se um cara simplesmente não telefona, isso não quer dizer que ele desgoste dela, ou não a ache atraente. Ele simplesmente não está assim tão a fim dela. E provavelmente está saindo com outra pessoa".

Kwapis sentiu que toda a colaboração que recebeu teve grande precisão. "Com todos esses personagens diferentes, eu torço para que o público possa ter o prazer de se ver refletido de diversas maneiras, e acho que o elenco realmente consegue isso".

"Todos fizeram um ótimo trabalho, sem pegar pesado, mas realmente trazendo à tona as virtudes do que contamos no livro", declara o autor Behrendt.

"Uma importante diferença entre Ele Não Está Tão A Fim De Você e a maioria das comédias românticas é que na maioria das outras comédias desse gênero tem um homem e uma mulher e a questão não é se eles ficarão ou não juntos, mas a forma como isso irá acontecer", menciona Kwapis. "Em nosso filme, há nove personagens protagonistas e a questão é 'Será que algum deles ficará junto?"

A resposta disso é a chave para o entendimento de um dos pontos mais importantes da essência e do tema tanto do livro, quanto do filme: a regra de "não haver exceções".

"Se um cara não te liga, não liga, e não liga mesmo, então, a regra é que ele não quer te ligar", explica Kwapis. "A exceção é que ele não esteja ligando porque pegou um resfriado súbito, está de cama e nem consegue pegar o celular. Essas são exceções. A regra é que se um cara age como quem não dá bola, é porque ele realmente não está dando a menor bola. Gigi realmente se agarra à idéia de que pode haver algum tipo de exceção".

O diretor claramente gostou muito do diálogo. "Todos nós conhecemos filmes em que os personagens são muito 'preto no branco' e os adoramos. Adoramos odiar um vilão e torcer pelo mocinho. Esse filme não é desse tipo. Esse filme o conduz por várias áreas emocionais neutras".


Trailers do Filme

 


Fonte: Playarte Filmes