Os 10 Grandes Filmes dos Trapalhões

26.01.2011
Georgenor de S. Franco Neto (BLOG)

 

Ô, da Poltrona, lembra do tempo em que aguardávamos as férias ansiosos para saber como seria o novo filme dos Trapalhões? Os mais novos talvez não saibam do que falo.

Quem só pegou os atuais filmes dos Didi pode não ter ideia de que Os Trapalhões já foram uma potência do cinema tupiniquim.

Esta lista nem alcança a metade da filmografia dos Trapalhões. Eles fizeram 47 entre 1965 e 2008. Pessoalmente, acho a década de 80 o período de ouro, tanto que boa parte dos filmes da lista são dessa época. Mas deixa de conversa, ô, psit, vamos pra lista!

Confira abaixo:

10. Os Trapalhões na Guerra dos Planetas

Primeiro filme que reuniu Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. É uma sátira de “Guerra Nas Estrelas.” Além do mérito de ser o primeiro trapalhão por excelência, preparou o público para as palhaçadas que viriam pela frente!

 

9. Uma Escola Atrapalhada

Críticos consideram este o pior filme antes da morte de Zacarias. O quarteto pouco aparece, tanto que os protagonistas são Supla e Angélica. Mesmo assim, consegue ser uma história ágil que envolveu tanto crianças quanto adolescentes (lembrando que havia a participação do Dominó, o Restart daquele tempo!). Apesar de pequena, a aparição dos Trapalhões é marcante. Zacarias deixou sua marca como um especialista anti-bombas e Mussum divertiu como vidente. Fafi Siqueira deu o toque final.

 

8. Os Trapalhões no Rabo do Cometa

O mais diferente dos filmes dos Trapalhões. Feito em live-action e animação pelo Estúdio Maurício de Souza, pretendia comemorar os 20 anos do grupo. O filme é surreal, com a versão animada dos Trapalhões fugindo de um bruxo que pretendia segurar na mão de Didi. Eles fazem um passeio pela história, dos tempos romanos aos tempos contemporâneos. “No Rabo do Cometa” diverte e ensina. Um dos trabalhos que melhor expõe a versatilidade do grupo.

 

 

7. A Princesa Xuxa e Os Trapalhões

Os Trapalhões e a Rainha dos Baixinhos, esta foi uma parceria de sucesso. Do punhado de filmes que esse encontro gerou, um dos melhores foi “A Princesa Xuxa e Os Trapalhões”. O enredo reuni ação, aventura, mistério, romance e uma terra mágica em ótimo equilíbrio. Agradou das meninas, com a ideia da princesa, e aos meninos, com as aventuras do herói Diron/Didi! Uma das passagens mais divertidas é quando Mussum/Mussaim, Zacarias/Zacaling e Dedé/Dedeon se disfarçam de soldados imperiais. Impagável!

6. Os Trapalhões no Auto da Compadecida

O encontro do maior grupo de humor do Brasil com um dos grandes dramaturgos brasileiro só poderia dar em sucesso. A versão trapalhada da mais famosa peça de Ariano Suassuna já é razão suficiente para colocá-lo na lista. Mas, se quiserem mais uma razão, dou-lhe duas: Didi como João Grilo e Mussum como Jesus. Além disso, das versões cinematográficas de “O Auto da Compadecida”, esta é a do céu mais delirante!

 

5. A Filha dos Trapalhões

A história foi inspirada no filme “O Garoto”, de Charles Chaplin. Os Trapalhões vivem em uma casa-barco miserável e divertidíssima. Eles encontram um bebê e começam a criar essa menina. Anos depois, quando vão trabalhar em um circo, eles descobrem que a mãe da criança é a trapezista, que foi obrigada por bandidos a se livrar dela. É dos trabalhos da trupe que melhor concilia humor com drama. Vale registrar a participação de Ronnie Von.

 

4. Os Trapalhões na Terra dos Monstros

Mais um filme que segue a fórmula humos e mistério. A aventura se passa no interior da Pedra da Gávea, quando Didi, Dedé, Mussum e Zacarias tentam regatar Angélica, que subiu a Pedra para gravar realizar um “Sonho Maluco”! Para os esquecidos: “O Sonho Maluco” era um quadro do “Viva a Noite”, programa do Gugu Liberato, que faz ponta no filme.

 

3. Os Fantasmas Trapalhões

É o filme mais divertido dos Trapalhões. Didi, Dedé, Mussum e Zacarias trabalham com artesanato quando presenciam uma perseguição de carros. Eles socorrem o velho Giovanni, que lhes revela a existência de uma fortuna roubada de um banco italiano e de uma recompensa de 5 milhões para aquele que devolver a grana. Eles são auxiliados pelo delegado Augusto (Gugu Liberato). A morte do velhinho é impagável: antes de contar onde está o dinheiro, ele perde o fôlego não sei quantas vezes. Show a parte é a peruca de Zacarias, que muda de cor a cada fantasma encontrado!

 

2. Os Trapalhões e O Mágico de Oróz

Todos os filmes listados são divertidíssimos. E “... O Mágico de Oróz” não perde a briga. O que me faz colocá-lo em segundo lugar, então? Tem duas coisas primorosas. Primeiro, as músicas são muito boas, ora divertidas, ora emocionantes. Segundo, a crítica social marca a produção, seja com músicas como as dos carcarás, seja com o final: Didi instiga a todos a acreditar que podemos nos tornar pessoas melhores e, querendo, mudar a nossa sorte: “Vamos todos pensar firme, vamos todos pensar forte, pra cair um pingo d'água e mudar a nossa sorte”, lembram? Para arrematar, já como pessoas normais, o quarteto aparece banhado pela água da chuva acompanhados da mensagem: “E chove... Que a chuva que molhou o sofrido chão do nordeste não esfrie o ânimo das nossas autoridades na procura de soluções para seca.”

 

 

1. Os Saltimbancos Trapalhões

É difícil escolher o melhor trapalhão apenas com o critério do humor. Raro um filme chato. O que usamos para desempatar esta lista? Bom, se “...O Mágico de Oróz” é um filme com leve mensagem política, “Os Saltimbancos...” reúne a maior quantidade de qualidades: além de divertido e das ótimas piadas, ele possui uma bela história, critica política e a melhor trilha sonora.

As músicas são de autoria de Chico Buarque de Holanda! São pérolas como “Pirueta”, “Hollywood”, “Meu Caro Barão” e “História de Uma Gata”. Não é só isso: a história pode ser vista como a luta da classe pobre do circo contra o seu proprietário, um Barão autoritário. Lembrando que o filme de 1981, fins da ditadura militar. Claro que o porrete dos milicos já estava bem mais leve, porém, não deixa de ser provocador uma música com refrão “Alô, Liberdade!”, um prenúncio da abertura política que viria pouco tempo depois.

Menção Honrosa

Na boa, minha gente, o grande momento cômico dos Trapalhões não está no cinema. A obra-prima do humor trapalhão é um pequeno esquete exibido na televisão idos de 1977 e reprisado zilhões de vezes. Era um trapaclipe no qual Didi, Mussum e Zacarias interpretavam a música Terezinha de Chico Buarque, cantada por Maria Betânia.

A genialidade é não terem alterado nada da letra ou da interpretação de Maria Betânia. Apenas montaram a cena! Melhor que palavras, é o clipe, vejam abaixo!


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