Cinema aos olhos da música – Entrevista com Roger, do Ultraje a Rigor

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Cinema aos olhos da música: Capítulo 1 – Roger Moreira, do Ultraje a Rigor

A música e o cinema podem e devem estar sempre aliadas para o crescimento de ambas as formas culturais que dominam muitas pessoas em nosso País. O Brasil, há muito tempo, deixou de ser o país do futebol abrindo os olhos dos nossos jovens para outras formas de entretenimento e complemento educacional.  A liberdade que as redes sociais oferecem e o fácil acesso à internet, provocaram um amadurecimento de nossa população muito bem definida pelo filósofo francês de cultura virtual contemporânea, Pierre Levy: “Sou novo é verdade; mas, para os espíritos bem nascidos. O valor não fica à espera da soma dos anos vividos.” Sendo assim, resolvemos criar essa coluna para tentar aproximar a música ao cinema, buscando entrevistas com pessoas influentes no cenário musical para falarem sobre sétima arte aos seus olhos.

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Para abrir com chave de ouro a mais nova coluna escrita pelo jornalista Raphael Camacho, fomos procurar um dos músicos mais inteligentes do mercado fonográfico, Roger Moreira, criador e líder a banda Ultraje a Rigor. O músico de 57 anos, é um dos grandes nomes do rock nacional de todos os tempos e membro do MENSA no Brasil, o clube das pessoas mais inteligentes do mundo. O cantor aprendeu a ler sozinho aos três anos de idade e fez dois anos de arquitetura na USP antes de sair da faculdade para seguir a carreira musical. Protagonista de debates polêmicos sempre com uma argumentação impecável, Roger atualmente trabalha com o Ultraje a Rigor no programa Agora é Tarde, apresentado pelo humorista Danilo Gentili.

 

Abaixo, segue a entrevista com o músico que foi bem objetivo em suas respostas:

 

1) Qual a relação que a música e o cinema possuem?

Roger: O cinema não existe sem música. O contrário sim.

 

2) Quais seus filmes prediletos e porquê? E qual foi o último filme que assistiu?

Roger: Quase não vou ao cinema mais. Ia muito quando adolescente. Hoje em dia assisto na TV ou no iPad. Até gosto de ir mas raramente tenho tempo ou disposição.

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3) Qual você acha que é a importância da trilha sonora para o cinema?

Roger: Fundamental. A trilha pode mudar o significado da cena até. Nossas trilhas são um terror.

 

4) Quem você acha que tem maior dificuldade: um músico em início de carreira ou um cineasta tentando lançar seu primeiro filme?

Roger: Certamente o cineasta.

 

5) O que é cinema para você?

Roger: Diversão. Para pensar, prefiro a leitura ou a meditação solitária.

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6) Você já criou alguma canção baseada em algum filme que viu?

Roger: Não. Mas tenho influência de trilhas em minha vida. Trilhas de filmes antigos, a excelente trilha de American Graffiti  – Loucuras de Verão (1973) – primeiro filme de George Lucas – e mesmo minha vocação para o rock foi descoberta depois de assistir Help! (1965), dos Beatles, aos 9 anos de idade.

 

7) Mande uma mensagem aos cinéfilos do nosso portal.

Roger: Hey, e aí?

 

Gostaram? Sugestões? Críticas? Quem deve ser o próximo entrevistado de nossa coluna? Não deixem de comentar!

 

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